quarta-feira, 15 de julho de 2009

Estou prisioneiro de um vazio imenso,
sem noites e sem auroras,
o fantasma sombrio da tristeza,
está conquistando meu coração,
meu espírito inquieto tem ânsia de voar,
para longe...,


bem longe...


lá, onde o mar termina e começa o céu,
lá, do outro lado da porta de ouro,
do horizonte em chamas, onde nasce o sol...



Choro tua ausência...


e escuto apenas o eco dos meus próprios
soluços, pois estou perdido no Saara ardente,
da minha solidão consciente,
para não ter que confessar ao mundo- cruel
e egoísta, o vão desespero de um sonho partido,
o sonho mais lindo da minha vida.




DESC AUTORIA

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