quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Como se fosse nada




Como se fosse nada
Edna Berta


Sento-me na lua pra poder ver minha imagem
refletida na rua da sua vida
E flores chovem sobre meu corpo fazendo alegria
E sentada aqui em cima,
vejo o infinito iluminado por minúsculas estrelas



De extrema luz e beleza
Lua
Luna
Pura
Alvura



Me cativa sempre sua majestosa figura
E me sinto em casa e como se pudesse voar,
crio asas



Fantasio que sou borboleta
Ninfa, fada, rainha amada
E na luz que reflete na estrada
Percebo meus cabelos confundindo-se com a luz desse luar
E deixo minha alma vagar
Flutuar




Eternizando este momento
Com doçura e sentimento
Ouço a canção do vento
Que carrega tudo o que encontra
Suavemente
E sonho...
Como se fosse fada realmente!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A Grande Descoberta




A Grande Descoberta



Nas grandes conversas descobrimos a verdade e a mentira.
Na sinceridade descobrimos um bom amigo.
Nas amizades descobrimos o amor.


Na dor descobrimos a saúde.
Na tristeza descobrimos a felicidade.



No grande e belo céu descobrimos á estrela.
Em um olhar descobrimos o que quer falar.
Em um sorriso descobrimos o que está sentindo.



Nós descobrimos várias coisas importantes e especiais.
Eu descobri algo bem importante e especial, esse algo é VOCÊ.



A mais bela das pessoas
Bela como uma noite linda,
Um céu com mil encantos,
Em tudo és bela, em tudo és pura, em tudo um eterno encanto,
e o olhar um céu tão belo com mil estrelas douradas...




Sonhei com a beleza de um mundo encantado, e nele encontrei você.
Você tão bela como as estrelas e meiga como o luar.
Em noites tensas e silenciosas,
És uma linda estrela adormecida, a enfeitar uma vida que te amo...




Tu és um tesouro,
Jóia de real valor,
Tu és a mais bela das pessoas,
Um anjo de asas leves,
A encantar um céu de mil flores num jardim.
Um amor para uma vida,
És tu meu amor!



desc autoria

domingo, 27 de dezembro de 2009

O QUE SINTO POR VOCÊ





O QUE SINTO POR VOCÊ





Nosso amor é um sentimento


Sincero, no coração;


São dois olhares acesos


Bem juntos, unidos, presos


Numa mágica atração.

São dois galhos


Bem longe às vezes nascidos,


Mas que se juntam crescidos


E que se abraçam por fim.

São duas almas bem gêmeas


Que riem no mesmo riso,


Que choram nos mesmos ais;

São nossas vozes de amantes,



Duas liras semelhantes,



Ou dois poemas iguais.



desc aut

sábado, 26 de dezembro de 2009




Ausência***


Por Muito Tempo Achei Que A Ausência É Falta.
E Lastimava, Ignorante, A Falta. Hoje
Não A Lastimo.


Não Há Falta Na Ausência.
A Ausência É Um Estar Em Mim.
E Sinto-A, Branca, Tão Pegada,
Aconchegada Nos Meus Braços,
Que Rio E Danço E Invento
Exclamações Alegres,


Porque A Ausência, Essa Ausência
Assimilada, Ninguém
A Rouba Mais De Mim.




***Carlos Drummond De Andrade



Amemos!


Castro Alves




POR QUE TARDAS, meu anjo! oh! vem comigo.
Serei teu, serás minha... É um doce abrigo
A tenda dos amores!
Longe a tormenta agita as penedias...



Aqui, ao som de errantes harmonias,
Se adormece entre flores.



Quando a chuva atravessa o peregrino,
Quando a rajada a galopar sem tino
Açoita-lhe na face,
E em meio à noite, em cima dos rochedos,
Rasga-se o coração, ferem-se os dedos,
E a dor cresce e renasce...




A porta dos amores entreaberta
É a cabana erguida em plaga incerta,
Que ampara do tufão...




O lábio apaixonado é um lar em chamas
E os cabelos, rolando em espadanas,
São mantos de paixão.




Oh! amar é viver... Deste amor santo
— Taça de risos, beijos e de prantos
Longos sorvos beber...




No mesmo leito adormecer cantando...
Num longo beijo despertar sonhando...
Num abraço morrer.




Oh! amar é ser Deus!... Olhar ufano
O céu azul, os astros, o oceano
E dizer-lhes: "Sois meus!"




Fazer que o mundo se transforme em lira,
Dizer ao tempo: "Não... Tu és mentira,
Espera que eu sou Deus!"




Amemos! pois. Se sofres terei prantos,
Que hão de rolar por terra tantos, tantos,
Como chora um irmão.




Hei de enxugar teus olhos com meus beijos,
Escutarás os doces rumorejes
D'ave do coração.




Depois... hei de encostar-te no meu peito,
Velar por ti — dormida sobre o leito —
Bem como a luz no altar.




Te embalarei com uma canção sentida,
Que minha mãe cantava enternecida
Quando ia me embalar.
Amemos, pois! P'ra ti eu tenho nalma
Beijos, prantos, sorrisos, cantos, palmas...
Um abismo de amor...





Sorriso de uma irmã, prantos maternos,
Beijos de amante, cânticos eternos,
E as palmas do cantor!



Ah! fora belo unidos em segredo,
Juntos, bem juntos... trêmulos de medo,
De quem entra no céu,
Desmanchar teus cabelos delirante,
Beijar teu colo!... Oh! vamos minha amante,
Abre-me o seio teu.




Eu quero teu olhar de áureos fulgores,
Ver desmaiar na febre dos amores,
Fitos fitos... em mim.



Eu quero ver teu peito intumescido,
Ao sopro da volúpia arfar erguido
O oceano de cetim




Não tardes tanto assim... Esquece tudo...
Amemos, porque amar é um santo escudo,
Amar é não sofrer.




Eu não posso ser de outra... Tu és minha,
Almas que Deus uniu na balça edênea
Hão de unidas viver.




Meu Deus!... Só eu compreendo as harmonias,
De tua alma sublime as melodias
Que tens no coração.




Vem! Serei teu poeta, teu amante...
Vamos sonhar no leito delirante
No templo da paixão.



Ai, quem me dera terminasse a espera
Retornasse o canto simples e sem fim
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim
Ai, quem me dera ver morrer a fera
Ver nascer o anjo, ver brotar a flor.



Ai, quem me dera uma manhã feliz.
Ai, quem me dera uma estação de amor
Ah, se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais



Ai, quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afim
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim


Ai, quem me dera ouvir o nunca-mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E, finda a espera, ouvir na primavera
Alguém chamar por mim.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Não te desejo mais…




Não te desejo mais…

Desejei-te no passado
De modo certo ou errado,
Tanto faz, valeu a pena…
Amor proibido, ardente,
Paixão doida, inconseqüente,
Que a voz do povo condena…




Desejei-te em cada flor,
Em cada canto de amor
Dos passarinhos no ar…
Nas calientes madrugadas,
E nas doces alvoradas,
Em nosso leito, a vibrar…
Sublimei este amor,
Passei do canto à dor,
E do êxtase a meus ais…




Hoje fico a refletir
Como é possível sentir
Que não te desejo mais…
Mas… pra que refletir tanto
Sobre desejos e pranto,
Se eu constato, afinal,
A verdade - verdadeira -,
Desde nossa vez primeira,
Ainda nua e real:
…Eu não te desejo mais…
Do que desejei outrora!
Pois te desejava antes
Tanto quanto como agora!!



Oriza Martins

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

No Sonho Te Amei





No Sonho Te Amei





Entre o brilho das estrelas te encontrei
Foi amor a primeira vista; me apaixonei
Não medi as conseqüências; pra você me dei
Sem reservas, sem receio, eu te amei




Intensamente meu Ser te entreguei
Em cada detalhe te busquei
Foi o sonho mais lindo que sonhei
Mas, que de repente na madrugada acordei.





Estava tão escuro quando despertei
Senti frio, de medo então chorei
Que era apenas sonho não acreditei.




Parecia tão real que não aceitei
Foi a custa de muita dor que me entreguei
E para a realidade então voltei.





Desconheço o autor

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Aspiração






Aspiração***



Tão Imperfeitas, Nossas Maneiras. De Amar.
Quando Alcançaremos. O Limite, O Ápice.
De Perfeição, Que É Nunca Mais Morrer,
Nunca Mais Viver.Duas Vidas Em Uma,
E Só O Amor Governe.Todo Além,
Todo Fora De Nós Mesmos?
O Absoluto Amor, Revel À Condição Humano
E Alma.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Anseios (Florbela Espanca)




Anseios (Florbela Espanca)

Meu doido coração aonde vais,
No teu imenso anseio de liberdade?
Toma cautela com a realidade;
Meu pobre coração olha que cais!



Deixa-te estar quietinho! Não amais
A doce quietação da soledade?
Tuas lindas quimeras irreais,
Não valem o prazer duma saudade!



Tu chamas ao meu seio, negra prisão!
Ai, vê lá bem, ó doido coração,
Não te deslumbres o brilho do luar!...



Não 'stendas tuas asas para o longe...
Deixa-te estar quietinho, triste monge,
Na paz da tua cela, a soluçar...

sábado, 19 de dezembro de 2009





A felicidade desconheço;
há tempos que a perdi e
nem se quer sei onde encontrá-la.


Mas, mesmo assim vivo a pensar em você,
a achar que tudo seria maravilhoso
se juntos caminhassemos,
se juntos compartilhassemos de um mesmo mundo.



As veses penso que eu estou louca, mas não é loucura amar alguém.
Também sei, não é possivél viver de lembranças mas elas vivem
e existemem mim.


Nem mesmo sei
se tenho o direito de têlas mas tenho-as
para poder sobreviver para poder
ter a certeza de que um dia, por força
do destino você surgiu em minha
Tudo era lindo, pois eu o amava
e implorava para que o tempo
passasse depresa , pois necessitava estar com você, abraçalo.....



Foi um sonho não era amor o que você sentia por mim.


Eu me enganei... me enganei demais!!!
Você era um egoista, vivia para se mesmo
por não fazer parte de seus planos,
eu era seu passa tempo sua "brincadeirinha de vez em quando".



Mas mesmo assim convivi e fiz dos nossos momentos
os mais felizes de uma vidas, uma vida que
não tinha nada em comum; mas que com
o tempo tornou-se monotóna e sem fundamento.




Foi assim que nossos caminhos descruzaram-se,
eu sei, e jamais caminharemos na mesma direção...



Mas apesar de tudo, vivo ! vivo da saudade deixada
e dos, bons momentos que juntos passamos.


Débora

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A MAGIA DO ADEUS





A MAGIA DO ADEUS







Romper barreiras, romper com o passado.
Pensei que era tarefa fácil,
mas é árdua, difícil...
requer muita coragem e férrea vontade.





Hoje sei que estou no caminho certo.
Esse amor tão lindo virou cinzas...acabou.
Acabou com a criança em mim...
acabou com meus sonhos... meu desejo....
Enfim, tudo terminou.






Sofri, cresci, amadureci.
Aprendi, aprendi que amar
também é chorar e sofrer.
Mas por que continuar
Sozinha sem você?
Por que devo torturar-me?
Devo flagelar-me por quê?




Se nada mais tem valor,
se perdi o seu amor...
devo ao menos tentar
me reencontrar, me levantar
e seguir o caminho...
Devo, enfim, recomeçar
a reaprender a me amar...

Para então assim; volta a amar!





Desconheço o autor

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A Toda Nossa Cumplicidade





A Toda Nossa Cumplicidade
Todas as estrelas do céu
São cúmplices do nosso amor
As rosas e seus espinhos
São cúmplices do nosso amor




A sua fé
O meu café
O seu cigarro
E o meu sarro
São cúmplices do nosso amor




A minha saliva
A tua língua
A lua que cresce
E a lua que mingua
São cúmplices do nosso amor
O vôo sem asas e o tropeço no ar




As minhas palavras e a vontade de gritar
O teu sorriso e a tristeza do meu olhar
Dos dias que te vejo e quando não esqueço
As minhas noites vazias num quarto escuro




E dos nossos momentos de prazer que me faziam puro
A solidão que me engolia quando fugia para o futuro
Do meu cigarro que queima, e da bebida que mistura




Dos nossos sofrimentos, e melhores momentos
E nossos fingimentos sempre grandes instrumentos
Para as nossas verdades, e que estas perdoem


As nossas mentiras !




DESC AUTORIA

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

INTIMIDADE




INTIMIDADE

Toda alcova em penumbra. Em desalinho o leito,
onde, nus, o meu corpo e o teu corpo, estirados,
na fadiga que vem do gozo satisfeito,
descansam do prazer, felizes, irmanados.

Tendo a minha cabeça encostada ao teu peito,
e, acariciando os meus cabelos desmanchados,
és tão meu... sou tão tua. Ainda sob o efeito
da louca embriaguez dos momentos passados.

Porém, na tua carne insaciável, ardente,
o desejo reacende, estua... e, de repente,
dos meus seios em flor beijas a rósea ponta...

E se unem outra vez a lúbrica bacante
do meu ser e o teu sexo impávido, possante,
na comunhão sensual das delícias sem conta...

Yde (Adelaide) Schloenbach Blumenschein

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

MULHER




MULHER

Deus, durante do mundo a criação,
Numa idéia feliz, inusitada e bela,
Retirou de Adão uma única costela.
Para alegrar seu solitário coração...

Fez com tal sabedoria, e cuidados.
A mulher: mãe, irmã, filha e amante.
Amiga, cúmplice, conselheira, diante
Da qual, nos curvamos enlevados!

(Não bastam, porém versos de louvor!
Sem trazer puro o coração disposto,
A tratá-la com muito respeito e amor!)

E saber que Deus, sábio, ponderado.
Se fez algo melhor, de melhor gosto.
Guardou com certeza ao seu lado!

Pedro Paulo da Gama Bentes

OS SEIOS DA MULHER AMADA



OS SEIOS DA MULHER AMADA



A visão dos teus seios, mulher amada!
Qual a do almejado portal do paraíso,
Fazem-me excitado, perder o juízo,
Para esta festa de prazeres anunciada.




Lindos, deliciosos, com bicos rosados,
Cabem nas mãos, em delicadas carícias
E trazem aos lábios os sabores, as delícias...
Que provarei neste teu corpo, sonhados




Templos de prazer, onde numa oração,
Qual de uma crença fanático seguidor,
Vou imolar nestas aras, corpo e coração.




Neste altar, de doces prazeres, desejado.
Morrendo e renascendo ali de amor,
Devorando-te e sendo por ti devorado!




Pedro Paulo da Gama Bentes

PECADO




PECADO

Impenitente,amor, venho rogar,
Perdão por muito que hei pecado.
Mesmo não me tendo demudado,
Da ambição de sozinho te amar!

Pequei, pois sem ser amado, amei!
Sonhei sonhos loucos de luxúria,
Do desejo por ti alimentei a fúria,
Da paixão em cada beijo que te dei.

Roubei do ar a luz e o perfume,
Teus, ao passar qual linda aurora,
Deixando-me louco de ciúme.

Pequei não nego, e meu pecado,
Deve ser punido! Quero ser agora...
Sobre o teu corpo nu crucificado!

Pedro Paulo da Gama Bentes

SONHO




SONHO

Sonhei esta noite ser beijado,
Por um amor perdido do passado.
Beijo tão quente e apaixonado,
Que nem parecia ser sonhado!

Seu corpo quente encostado...
No meu. Cada curva do amado,
Corpo que me teve tanto cativado,
De um desejo nunca antes saciado!

E o beijo de amor, beijo molhado,
E o nosso abraçar tão apertado...
Pareciam no sonho ter realizado,

O clímax do amor que não vivi!
O sonho e o sono findos, acordado...
Lamentei a paixão que eu perdi!

Pedro Paulo da Gama Bentes

DEFINIÇÃO DO AMOR




DEFINIÇÃO DO AMOR



Fungadas, resfôlegos e gemidos...
Muito suar, procura de posições!
Disparados... batendo os corações,
Alterações de todos os sentidos!




Bobagens ditas de formas sincopadas,
Beijos molhados, gargantas ressequidas,
Chupões, muitas linguadas e mordidas.
Trançar de pernas, colunas arqueadas.





Bater frenético de coxas e barrigas,
Um vai não vai parecendo não ter fim!
Fazer amor ou copular é sempre assim...

Parecendo até das feras, feras brigas.
Mas como foi bom, dizem cansados...
Os amantes bambos, tontos e suados!




Pedro Paulo da Gama Bentes

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

CABELOS




CABELOS



Cabelos! Quantas sensações ao vê-los!
Cabelos negros, do esplendor sombrio,
por onde corre o fluido vago e frio
dos brumosos e longos pesadelos...




Sonhos, mistérios, ansiedades, zelos,
tudo que lembra as convulsões de um rio
passa na noite cálida, no estio
da noite tropical dos teus cabelos.




Passa através dos teus cabelos quentes,
pela chama dos beijos inclementes,
das dolências fatais, da nostalgia...




Auréola negra, majestosa, ondeada,
alma de treva, densa e perfumada,
lânguida noite da melancolia!




Cruz e Souza

domingo, 13 de dezembro de 2009

A Um Ausente




A Um Ausente



Tenho Razão De Sentir Saudade, Tenho Razão De Te Acusar.

Houve Um Pacto Implícito Que Rompeste.
E Sem Te Despedires Foste Embora. Detonaste O Pacto.
Detonaste. A Vida Geral, A Comum Aquiescência.


De Viver E Explorar Os Rumos De Obscuridade.
Sem Prazo Sem Consulta Sem Provocação
Até O Limite Das Folhas Caídas Na Hora De Cair.


Antecipaste A Hora. Teu Ponteiro Enlouqueceu,
Enlouqueceu Nossas Horas.
Que Poderias Ter Feito
De Mais Grave Do Que O Ato Sem Continuação,
O Ato Em Si, O Ato Que Não Ousamos
Nem Sabemos Ousar.

Porque Depois Dele Não Há Nada?
Tenho Razão Para Sentir Saudade De Ti,
De Nossa Convivência Em Falas Camaradas,
Simples Apertar De Mãos, Nem Isso,
Voz Modulando Sílabas Conhecidas E Banais.

Que Eram Sempre A Certeza E Segurança..
Sim, Tenho Saudades.


Sim, Acuso-Te Porque Fizeste.
O Não Previsto Nas Leis Da Amizade
E Da Natureza.Nem.

Nos Deixaste Sequer
O Direito De Indagar.
orque O Fizeste,
Porque Te Foste.

sábado, 12 de dezembro de 2009

soneto da mulher inutil




soneto da mulher inutil

De tanta graça e de leveza tanta
Que quando sobre mim, como a teu jeito
Eu tão de leve sinto-te no peito
Que o meu próprio suspiro te levanta.




Tu, contra quem me esbato liquefeito
Rocha branca! brancura que me espanta
Brancos seios azuis, nívea garganta
Branco pássaro fiel com que me deito.





Mulher inútil, quando nas noturnas
Celebrações, náufrago em teus delírios
Tenho-te toda, branca, envolta em brumas.





São teus seios tão tristes como urnas
São teus braços tão finos como lírios
É teu corpo tão leve como plumas.



Vinícius de Moraes

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Só uma mulher sabe o que é





Só uma mulher sabe o que é ****




Passar a vida inteira, lutando contra o próprio cabelo.
Comprar uma blusa que não combina com mais nada,
só porque o preço estava irresistível.Cortar o cabelo,
ficar com cara de cachorrinho, e ainda ter que ouvir os outros dizerem:




“Mas por que você fez isso?” Conseguir guardar de memória quem casou, quem separou, quem se revelou bicha, e quem desistiu da carreira.


Ter uma bolsa que mais parece a nécessaire da avó do Mc Gyver,
de tantas coisas acumuladas e inacreditáveis que existem dentro dela.
Falar de intimidades que os homens sequer imaginam possuir!




Ser tratada feito idiota pelo mecânico na oficina.



Fingir naturalidade durante um exame ginecológico.
Chorar quando o pai do Rei Leão morre deixando o filhinho.
O poder de uma calça jeans, ou de um body de lycra,
para rediagramar a estrutura do corpo.





Ter crise conjugal, crise existencial,
crise de identidade, crise de nervos!



Ser mãe solteira, mãe casada, mãe separada, mãe do marido.



Assistir a um videotape de futebol,
só pra fazer companhia ao gato!Lavar a calcinha no chuveiro.


E depois pendura-la na torneira, para horror do sexo masculino.


Dormir com um homem que ronca.Dormir com um homem barrigudo que ronca.
Comer uma caixa inteira de bombons porque brigou com namorado,
passar mal, e ainda por cima ficar arrasada porque saiu do regime.


Escutar que mulher no volante perigo constante.

Depilar a perna de 15 em 15 dias - com cera!
Rasgar a meia na entrada da festa.


Sentir-se pronta para conquistar o mundo,
quando está usando um batom novo!
Ficar realmente infeliz, porque não tem uma roupa legal para sair.
Chorar no banheiro, se olhando no espelho para ver qual o melhor
ângulo.



Achar que o seu relacionamento acabou,
e depois descobrir que era tudo tensão
pré-menstrual.Nunca saber se é pra dividir a conta,
ou se é pra ficar meiguinha.




Ser chamada de tia por uns brotinhos bem gatinhos.
Colocar uma cinta para disfarçar a barriga.
Ficar completamente feliz, porque ele ligou.




Brigar, só pra fazer as pazes depois.Dizer não,
para ele insistir bastante, e aí ter que dizer
sim!



Ser casada com um magricela,
que jamais vai poder entrar numa boa briga
por sua causa.Experimentar as novas técnicas sexuais propostas
por ele, sem cair na gargalhada.



Ficar esperando o marido na cama ,
enquanto ele fica lendo sua página de esportes...



Sorrir gentilmente para o cliente enquanto
uma cólica louca te rasga como se fosse uma bazuca...



Enfim, só uma mulher sabe o que é ser mulher.




(Desconheço o autor)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

NOSSOS MOMENTOS !




NOSSOS MOMENTOS !


Momentos podem ser eternos,
quando intensamente vividos.
Um encontro inesperado,
pode marcar nossas vidas .

Partículas do universo
sem rumo a flutuar no espaço,
como ímas nos atraimos,
e unidos nos sentimos.

Nos deparamos, nos amamos !
Surpresa, amor , enlevo ,sentimento,
preencheram nossos momentos ...
Nos entregamos , nos completamos ,
pura magia...vagamos juntos pelos ceus !

Nunca um homem foi mais amado
nem uma mulher tão querida.
Nosso encontro foi uma pausa
perfeita em nossas vidas.

O nosso enconto de amor.
Eu e você ,você e eu .
Momento eterno e único,
simplesmente aconteceu...


DESC AUTORIA

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

AMAR E SER AMADO - Castro Alves

AMAR E SER AMADO - Castro Alves

Amar e ser amado! Com que anelo
Com quanto ardor este adorado sonho
Acalentei em meu delírio ardente

Por essas doces noites de desvelo!
Ser amado por ti, o teu alento
A bafejar-me a abrasadora frente!

Em teus olhos mirar meu pensamento,
Sentir em mim tu’alma, ter só vida
P’ra tão puro e celeste sentimento

Ver nossas vidas quais dois mansos rios,
Juntos, juntos perderem-se no oceano
Beijar teus dedos em delírio insano

Nossas almas unidas, nosso alento,
Confundido também, amante amado
Como um anjo feliz... que pensamento!?

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ainda uma vez, adeus





Ainda uma vez, adeus




Enfim te vejo! - enfim posso,
Curvado a teus pés, dizer-te,
Que não cessei de querer-te,
Pesar de quanto sofri.
Muito penei! Cruas ânsias,
Dos teus olhos afastado,
Houveram-me acabrunhado
A não lembrar-me de ti!





II
Dum mundo a outro impelido,
Derramei os meus lamentos
Nas surdas asas dos ventos,
Do mar na crespa cerviz!
Baldão, ludíbrio da sorte
Em terra estranha, entre gente,
Que alheios males não sente,
Nem se condói do infeliz!






III
Louco, aflito, a saciar-me
D'agravar minha ferida,
Tomou-me tédio da vida,
Passos da morte senti;
Mas quase no passo extremo,
No último arcar da esperança,
Tu me vieste à lembrança:





Quis viver mais e vivi!
IV
Vivi; pois Deus me guardava
Para este lugar e hora!
Depois de tanto, senhora,
Ver-te e falar-te outra vez;
Rever-me em teu rosto amigo,
Pensar em quanto hei perdido,
E este pranto dolorido
Deixar correr a teus pés.





V
Mas que tens? Não me conheces?
De mim afastas teu rosto?
Pois tanto pôde o desgosto
Transformar o rosto meu?
Sei a aflição quanto pode,
Sei quanto ela desfigura,
E eu não vivi na ventura...
Olha-me bem, que sou eu!






VI
Nenhuma voz me diriges!...
Julgas-te acaso ofendida?
Deste-me amor, e a vida
Que me darias - bem sei;
Mas lembrem-te aqueles feros
Corações, que se meteram
Entre nós; e se venceram,
Mal sabes quanto lutei!





VII
Oh! se lutei!... mas devera
Expor-te em pública praça,
Como um alvo à populaça,
Um alvo aos dictérios seus!
Devera, podia acaso
Tal sacrifício aceitar-te
Para no cabo pagar-te,
Meus dias unindo aos teus?





VIII
Devera, sim; mas pensava,
Que de mim t'esquecerias,
Que, sem mim, alegres dias
T'esperavam; e em favor
De minhas preces, contava
Que o bom Deus me aceitaria
O meu quinhão de alegria
Pelo teu, quinhão de dor!






IX
Que me enganei, ora o vejo;
Nadam-te os olhos em pranto,
Arfa-te o peito, e no entanto
Nem me podes encarar;
Erro foi, mas não foi crime,
Não te esqueci, eu to juro:
Sacrifiquei meu futuro,
Vida e glória por te amar!






X
Tudo, tudo; e na miséria
Dum martírio prolongado,
Lento, cruel, disfarçado,
Que eu nem a ti confiei;
"Ela é feliz (me dizia)
"Seu descanso é obra minha."
Negou-me a sorte mesquinha...
Perdoa, que me enganei!





XI
Tantos encantos me tinham,
Tanta ilusão me afagava
De noite, quando acordava,
De dia em sonhos talvez!
Tudo isso agora onde pára?
Onde a ilusão dos meus sonhos?
Tantos projetos risonhos,
Tudo esse engano desfez!







XII
Enganei-me!... - Horrendo caos
Nessas palavras se encerra,
Quando do engano, quem erra.
Não pode voltar atrás!
Amarga irrisão! reflete:
Quando eu gozar-te pudera,
Mártir quis ser, cuidei qu'era...
E um louco fui, nada mais!






XIII
Louco, julguei adornar-me
Com palmas d'alta virtude!
Que tinha eu bronco e rude
C'o que se chama ideal?
O meu eras tu, não outro;
Stava em deixar minha vida
Correr por ti conduzida,
Pura, na ausência do mal.






XIV
Pensar eu que o teu destino
Ligado ao meu, outro fora,
Pensar que te vejo agora,
Por culpa minha, infeliz;
Pensar que a tua ventura
Deus ab eterno a fizera,
No meu caminho a pusera...
E eu! eu fui que a não quis!






XV
És doutro agora, e pr'a sempre!
Eu a mísero desterro
Volto, chorando o meu erro,
Quase descrendo dos céus!
Dói-te de mim, pois me encontras
Em tanta miséria posto,
Que a expressão deste desgosto
Será um crime ante Deus!






XVI
Dói-te de mim, que t'imploro
Perdão, a teus pés curvado;
Perdão!... de não ter ousado
Viver contente e feliz!
Perdão da minha miséria,
Da dor que me rala o peito,
E se do mal que te hei feito,
Também do mal que me fiz!







XVII
Adeus qu'eu parto, senhora;
Negou-me o fado inimigo
Passar a vida contigo,
Ter sepultura entre os meus;
Negou-me nesta hora extrema,
Por extrema despedida,
Ouvir-te a voz comovida
Soluçar um breve Adeus!






XVIII
Lerás porém algum dia
Meus versos d'alma arrancados,
D'amargo pranto banhados,
Com sangue escritos; - e então
Confio que te comovas,
Que a minha dor te apiade
Que chores, não de saudade,
Nem de amor, - de compaixão.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

COR DO PECADO




COR DO PECADO




Estes teus lábios túrgidos a convidar,
Para um gostoso beijo teu bonificado,
Pela fartura dos teus lábios, e molhado!
É tudo de bom que se pode desejar!




E as asas do teu nariz abertas arfantes!
Como estar num orgasmo permanente.
Traz-me forte desejo, sempre presente...
Desta tua negra pele toda, quais viajantes,




Meus sentidos todos, excitados, conhecer!
Calipígia! Coxas roliças, seios volumosos,
Pelos ulótricos a nos acariciar, gostosos.




Tudo! Este corpo quente teu, vou querer...
Este belo corpo negro vou apaixonado,
Possuir qual jardim de delícias desejado!




Pedro Paulo da Gama Bentes



Aceite-me como eu sou porque não tenho
garantias e nem tenho a pretensão de ser alguém perfeito.


Toda a perfeição não posso ter.
Eu sou como você.
Sou da espécie humana.
Sou capaz de errar.


O erro, não é falha de caráter e errar faz parte da natureza humana.
Eu vivo, eu sorrio e eu também aprendo.
Meu conhecimento é incompleto.




Estou na busca o tempo todo, nas horas acordadas e nas horas de sono.
Eu tenho um longo caminho a ser percorrido, assim como você também tem.
Aprendemos nossas lições pelo caminho.



Atingiremos a sabedoria.
Assim, por favor, aceite-me como sou!


Porque eu sou só eu.
Apenas eu.
Não há ninguém igualzinho a mim no mundo.

Esta é a única garantia que dou.
É assim que eu me sinto.
Eu tenho um coração.


Abra-me e veja-o!



Por favor, cuide bem dele.
Ele é tudo que eu sou.




desconhecido

domingo, 6 de dezembro de 2009

Saudade





Saudade



Sempre na minha vida andei a procura
de uma pessoa que me desse o que outros
casos jamais foram capazes de me dar.





A procura foi longa, quando já perdendo
as esperanças de repente, no meu caminho
apareceu você, uma amiga que
sempre esteve do meu lado,
mas que não passava de uma simples amizade,
desde então passei a enxergar-la de outra forma,
e fui correspondido...





Enfim, ficamos, nos amamos muito.
Ela me deu o que ninguém pudera me dar na vida...
alegria no meu coração.





Confesso que foi uma loucura,
o fogo da paixão ardia entre nós como nunca ardeu.
De repente sem mais nem menos,
o fim de tudo, sem explicações, sem motivos, ela sumiu,
eu, amando como nunca amei, tudo porque,
ela soube me dar carinho,
amor, e tudo de uma forma muito marcante.







Até hoje luto pra esquecer ,
um amor que ficou talvez só pra mim,
mas que marcou demais e me deixou assim.




(autor desconhecido)

sábado, 5 de dezembro de 2009

CORACOES EM CONFLITOS

CORACOES EM CONFLITOS

Minh’alma chora pela ausência tua,
Vejo-me só, tristonha, olhando a lua
Que tantas vezes nos embriagava...



Raios diáfanos, azuis e prateados
Uniam nossos corpos abraçados
Enquanto loucamente eu te amava...




Mas o ciúme e a desconfiança
Interromperam toda essa bonança
Que deslumbrava nossos corações...




Hoje, em conflito, nos distanciamos
Restam saudades do que vivenciamos
E o consolo das recordações...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Balada Do Amor Através Das Idades

Balada Do Amor Através Das Idades***



Eu Te Gosto, Você Me Gosta. Desde Tempos Imemoriais.
Eu Era Grego, Você Troiana, Troiana, Mas Não Helena.



Saí Do Cavalo De Pau.Para Matar Meu Irmão.
Matei, Brigamos, Morremos. Virei Soldado Romano, Perseguidor
De Cristãos. Na Porta Da Catatumba.




Encontrei-Te Novamente. Mas Quando Vi Você Nua.
Caída Na Areia Do Circo. E O Leã.O Que Vinha Vindo,
Dei Um Pulo Desesperado.


E O Leão Comeu Nós Dois. Depois Fui Pirata Mouro,
Flagelo Da Tripolitânia. Toquei Fogo Na Fragata.
Onde Você Se Escondia.Da Fúria Do Meu Bergantim.


Mas Quando Ia Te Pegar..E Te Fazer Minha Escrava,
Você Fez O Sinal Da Cruz..E Rasgou O Peito A Punhal...



Me Suicidei. Também.Depois (Tempos Mais Amenos).
Fui Cortesão De Versailles, Espirituoso E Devasso.
Você Cismou De Ser Freira...



Pulei Muro De Convento. Mas Complicações Políticas.
Nos Levaram À Guilhotina. Hoje Sou Moço Moderno,
Remo, Pulo, Danço, Boxo, Tenho Dinheiro No Banco.



Você É Uma Loura Notável, Boxa, Dança, Pula, Rema.
Seu Pai É Que Não Faz Gosto. Mas Depois De Mil Peripécias, Eu,
Herói Da Paramount, Te Abraço, Beijo E Casamos.




desc autoria

A Saudade fala português

A Saudade fala português


Eu tenho saudades de tudo que marcou a minha vida
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
Quando escuto uma voz,
quando me lembro do passado,





Eu sinto saudades...






Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
De pessoas com quem não mais falei ou cruzei...




Sinto saudades da minha infância,
Do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
Do penúltimo, e daqueles que ainda vou vir a ter,
Se Deus quiser...






Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo,
Lembrando do passado e apostando no futuro...




Sinto saudades do futuro, que se idealizado,
Provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei,
De quem disse que viria e nem apareceu;
De quem apareceu correndo,




sem tempo de me conhecer direito,
De quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.





Sinto saudades dos que se foram
E de quem não me despedi direito,
Daqueles que não tiveram como me dizer adeus;




De gente que passou na calçada contrária da minha vida
E que só enxerguei de vislumbre;
De coisas que eu tive e de outras que não tive,

mas quis muito ter;
De coisas que nem sei como existiram,

mas que se soubesse,
De certo gostaria de experimentar;





Quantas vezes tenho vontade de encontrar





não sei o que,
Não sei aonde,
Para resgatar alguma coisa que nem sei o que é
E nem onde perdi...







Vejo o mundo girando e penso que poderia estar
Sentindo saudades em japonês,
Em russo, em italiano, em inglês,
Mas que minha saudade,
Por eu ter nascido brasileira,
Só fala português embora, lá no fundo,





possa ser poliglota.





Aliás, dizem que se costuma usar sempre a língua pátria,
Espontaneamente, quando estamos desesperados,
Para contar dinheiro,





fazer amor e declarar sentimentos fortes,
Seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples "I miss you",
Ou seja, lá como possamos traduzir saudade
Em outra língua, nunca terá a mesma força
E significado da nossa palavrinha.





Talvez não exprima, corretamente,
A imensa falta que sentimos de coisas




ou pessoas queridas.






E é por isso que eu tenho mais saudades...



Porque encontrei uma palavra para usar
Todas as vezes que sinto este aperto no peito,
Meio nostálgico meio gostoso,
Mas que funciona melhor do que um sinal vital
Quando se quer falar de vida e de sentimentos.




Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis,
De que amamos muito do que tivemos e
lamentamos as coisas boas
Que perdemos ao longo da nossa existência...

Sentir saudade é sinal de que se está vivo!



desc autoria

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Véus Da Ilusão







Véus Da Ilusão





Com os véus da ilusão
me vesti .. sonhei ..
Sonhei alto,
sonhei meus desejos de amar..
de ser amada.. sem medidas
sem pudor, apenas amor..




Qual semente ,
em mim germinou o desejo,
brotou a flor da ilusão..
que pétala a pétala
foi expondo meu insano
desejo da entrega
ao amar.. o teu amar..




Despí-me dos véus da ilusão
deixei-os caídos pelo chão
busquei no perfume da primavera
a comunhão de nossos corpos
de nossas almas, na entrega
plena de nossos amores,




Não,
não quero mais
os véus da ilusão, pois contigo
comungo a hóstia da Vida..
na realidade deste nosso
Amor ..




Thais S Francisco

REALIDADE





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O BEIJO

O BEIJO

Guardo teu beijo, terno beijo, na memória.
No outono cinza, a despedida, último adeus,
como se foras sem deixar-me uma esperança
de reviver o teu carinho e os lábios teus!

Amargurando o teu partir, restou-me o beijo.
Sonho desfeito, nem as folhas esqueceram,
no farfalhar, de relembrá-lo nas canções,
brincando algures junto às brisas outonais!

As estações se sucederam desde então!
Alma constrita, olhar perdido no horizonte,
dei-me ao letargo dos impulsos lascivosos!

Trago a utopia de uma espera que me aturde!
Cedo o destino e a vida; ao tempo, entrego a morte,
mas na esperança de beijar-te uma outra vez!

Antonio Kleber

Soneto

Soneto

Por que me descobriste no abandono
Com que tortura me arrancaste um beijo
Por que me incendiaste de desejo
Quando eu estava bem, morta de sono

Com que mentira abriste meu segredo
De que romance antigo me roubaste
Com que raio de luz me iluminaste
Quando eu estava bem, morta de medo

Por que não me deixaste adormecida
E me indicaste o mar, com que navio
E me deixaste só, com que saída

Por que desceste ao meu porão sombrio
Com que direito me ensinaste a vida
Quando eu estava bem, morta de frio

Chico Buarque

Um beijo

Um beijo

Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior...Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!

Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.

Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
batismo e extrema-unção, naquele instante
por que, feliz, eu não morri contigo?

Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto...

Olavo Bilac

O BEIJO




O BEIJO


O melhor beijo é o beijo desejado,
o beijo que me completa,
o beijo da minha forma adequada,
o beijo com o sabor do desejo na flor da minha pele,
o beijo da minha vontade,
o beijo que faz o meu pensamento,
o beijo que faz a minha boca e meu corpo querer um novo beijo outra vez.




O melhor beijo é o beijo sem tempo,
o beijo de longa duração ou de pouca duração,
um beijo de vinte segundos ou de vinte minutos, isto não importa.
O tempo não conta, enquanto se beija o tempo para, o tempo freia.



E nesta inércia do tempo só sinto a louca vontade de mais um beijo.
Sinto a outra língua que de encontro com a minha faz um
passeio suave e excitante, umedecendo minha alma.
Sinto a língua que viaja dos dentes ao céu da boca.
Sinto a língua que acarinha os meus lábios.

A língua e a língua...
_A língua que me roça, que me percorre, que me navega e que me lambe ...
O melhor beijo é o beijo em que a língua faz o beijo.

" E o beijo faz o sexo "


C D DE ANDRADE

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Há palavras que nos beijam

~~*Há palavras que nos beijam*~~

"Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte."

Alexandre O'Neill

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Clarice Lispector (Brasil)

Clarice Lispector (Brasil)

Vida


Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.



Sonhe com aquilo que você quiser. Vá para onde você queira ir.



Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.




Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz.



As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.


A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre. E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.



O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido. Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.



A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar, duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar porque em pleno dia se morre."

segunda-feira, 30 de novembro de 2009


Descobre-te como mulher




Descobre-te como mulher

Com a leveza de uma menina

Olha-te no espelho, abra um sorriso.

Olha dentro dos teus belos olhos

Vê essa chama que te compreende

Esse desejo de gritar

Essa ternura que te acalma



Precisas de um consolo que tu mesmo guarda

De uma alegria que de teu próprio peito brota

É essa breve solidão tua melhor amiga

Que te escuta calada e seca teu pranto.


Laerte Pedroso

PREMONIÇÃO




PREMONIÇÃO


“Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!”
Oh perfume!Oh paixão! Traz-me acorrentado.
Pois fui desde a infância por ti apaixonado...
Fez-me soturno o meu coração, na escura

Senda de louco te amar sem ter certeza,
De ter todo este meu amor correspondido.
O olhar de ressaca que me trouxe perdido,
Na cruel dúvida de saber se tua natureza:

Era ser fiel ou trair? Não mais importa,
Tive teu corpo, teu amor, vero ou fingido.
De todas as formas foi por mim possuído,

Este teu delicioso corpo!E hoje morta...
Minha vida! Minh’alma se esfrangalha...
“Perde-se a vida, ganha-se a batalha!”.

Pedro Paulo da Gama Bentes

domingo, 29 de novembro de 2009

O TEU CORPO





O TEU CORPO




Ouço a musica do teu corpo
de olhos fechados
às apalpadelas.
Arrepio-me...
Excito-me...



E eis que a sinto vibrar
dentro de mim..
Através de ti,
como se de repente, dançasses,
qual lua enlouquecida!




Porque me enfeitiças?




Abraço-me a ti…
e abandono-me!
Exponho-me... expludo...




Nunca sei se o que falo
são meros gemidos imperceptíveis
Que a noite lança aos teus ouvidos.
Amo-te cheia de calafrios
E suores escaldantes!




Para meu desespero



Desconheço
se a tua boca é um morango,
Que eu mordo como um beijo,
Ou se o teu corpo é um tango
que me apetece dançar
pela noite dentro.



desc autoria

sábado, 28 de novembro de 2009

Canção das mulheres

Canção das mulheres







Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.





Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.





Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.






Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.






Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.






Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.






Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.
Lya Luft



Toda Mulher



Toda mulher deve ser amada.
No dia-a-dia conquistada.
No ser mãe endeusada.
Na cama desejada.
Na boca beijada.


Na alegria multiplicada.
No lar compartilhada.
No seu dia festejada.
Na tristeza consolada.
Na queda levantada.



Na luta encorajada.
No trabalho motivada.
No aniversário presenteada.
Na alma massageada.



Na beleza admirada.
Na dificuldade ajudada.
No cangote bem cheirada.
Na vida abençoada.



No mundo inteiro respeitada.
E sempre que possível, abraçada.

Bruno Bezerra

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Os teus seios





Os teus seios…




Os teus seios na palma da mão
são duas laranjas novembrinas
como aromáticas concubinas
a mentir desejos e amor não.



Sorvo o sumo doce e laranjeiro,
prostituido, sim, mas com paixão
os frutos rijos do pomareiro.
Os teus seios na palma da mão.



(Autor: José Felix)

Desejo





Desejo



Diante de mim
o seu corpo
belo
firme
quase nu
com cheiro
de mar
e de amor.




Diante dele
o meu querer
o meu desejo
intenso
inteiro
integral
indescritível
de tocar
cheirar
sentir
aquele corpo
aquele homem
aquele amigo
desejo.



(Autora: Stela Fonseca)




Eugénia Tabosa

Prelúdio


A noite era quase dia
e o vento vinha do mar
Soltaram-se teus cabelos
antes mesmo de os tocar

Os olhos ainda fugiam
evitando se encontrar
E teu corpo de tão perto
não me deixava falar

Quanto tempo assim passou
até o céu se dourar...
Na areia quente e macia

Batendo quase em surdina
um só coração se ouvia
embalado pelo mar.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

DESEJOS DE AMOR




DESEJOS DE AMOR

O amor não tem outro desejo senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amar é precisar ter desejos, sejam estes os vossos desejos:
de se diluir no amor e ser como um riacho que canta sua melodia para a noite...
de conhecer a dor de sentir ternura demasiada...



de ficar ferido por vossa própria compreensão do amor ...
de sangrar de boa vontade e com alegria...
de acordar na aurora com o coração alado e agradecer por um novo dia de amor...
de descansar ao meio-dia e meditar sobre o êxtase do amor...



de voltar para casa a noite com gratidão ...
e de adormecer com uma prece no coração para o bem-amado,
e nos lábios uma canção de bem aventurança ...



KHALIL GIBRAN

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

video

Visio





Visio



Eras pálida. E os cabelos,
Aéreos, soltos novelos,
Sobre as espáduas caíam…





Os olhos meio-cerrados
De volúpia e de ternura
Entre lágrimas luziam…
E os braços entrelaçados,
Como cingindo a ventura,
Ao teu seio me cingiram…Depois, naquele delírio,





Suave, doce martírio
De pouquíssimos instantes
Os teus lábios sequiosos,
Frios trêmulos, trocavam
Os beijos mais delirantes,
E no supremo dos gozos




Ante os anjos se casavam
Nossas almas palpitantes…
Depois… depois a verdade,
A fria realidade,




A solidão, a tristeza;
Daquele sonho desperto,
Olhei… silêncio de morte
Respirava a natureza —




Era a terra, era o deserto,
Fora-se o doce transporte,
Restava a fria certeza.



Desfizera-se a mentira:
Tudo aos meus olhos fugira;
Tu e o teu olhar ardente,
Lábios trêmulos e frios,
O abraço longo e apertado,




O beijo doce e veemente;
Restavam meus desvarios,
E o incessante cuidado,
E a fantasia doente.




E agora te vejo. E fria
Tão outra estás da que eu via
Naquele sonho encantado!
És outra, calma, discreta,




Com o olhar indiferente,
Tão outro do olhar sonhado,
Que a minha alma de poeta
Não vê se a imagem presente
Foi a imagem do passado.




Foi, sim, mas visão apenas;
Daquelas visões amenas
Que à mente dos infelizes
Descem vivas e animadas,
Cheias de luz e esperança



E de celestes matizes:
Mas, apenas dissipadas,
Fica uma leve lembrança,
Não ficam outras raízes.




Inda assim, embora sonho,
Mas sonho doce e risonho,
Desse-me Deus que fingida
Tivesse aquela ventura



Noite por noite, hora a hora,
No que me resta de vida,
Que, já livre da amargura,
Alma, que em dores me chora,
Chorara de agradecida!




Machado de Assis

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Ah ! Se Eu Pudesse

Ah ! Se Eu Pudesse

Todas as flores de todos os jardins eu colheria para você
E todas as estrelas do céu estariam em suas mãos
Ah! Se eu pudesse
Toda a alegria possível e imaginária eu daria para você
Para você se sentir realmente feliz
Para ver você com o coração em paz
A cantar a esperança, a viver com os olhos brilhando de

felicidade


Ah! Se eu pudesse
Mais uma manhã de sol em sua vida eu iria pôr
Mais um momento de luz e mais um momento de amor.


Ah! Se eu pudesse
Ser a sua vida, ser o sonho dos seus passos
Ser a luz que ilumina seus passos
Ser quem você ama.



Ah! Se eu pudesse
Eu iria ao infinito e do infinito gritar
Gritar que o belo é ter você
É saber que você está junto de mim
Gritar que o importante é sentir você
É olhar em seus olhos
É sentir o amor correr nas veias
Descansar no coração.



Ah! Se eu pudesse

Se eu pudesse ser poeta neste momento
Um verso iria para você escrever
Iria pôr no papel o que no pensamento e no

coração existe por você.


Ah! Se eu pudesse
Andar por onde você anda
Ser aquele que você quer
Ah! Se eu pudesse

Beijaria seus lábios, doce de mel,

seus lábios de mulher


Ah! Se eu pudesse
Se eu pudesse de mãos dadas caminhar com você
Pela rua, pelo parque, pelo campo, pela estrada
Eu seria mais esperança, seria um pouco de mim
Para ser um pouco mais de amor,

para ser um pouco de você
para viver dentro de você


Ah! Se eu pudesse
Até minha vida eu daria para você


Ah! Se eu pudesse
Não queria nunca, nunca lhe perder.
Ah! Se Eu Pudesse...




Desconhecido

segunda-feira, 23 de novembro de 2009



Soneto da dor

Soneto da dor
Marcela Etscheid

A Fúria de quem ama, é o ódio misturado,
Ao amor que o pranto derrama.
E o mistério de não saber amar,
É que no peito inflama.



É viver sonhando com quem nos engana.
E não saber fugir da dor é o que nos condena.
E deixar tudo, às vezes é ganhar nada.
E viver caminhando por ai,
É nunca encontrar a estrada.



É viver sobrevivendo só a cada madrugada.
É ter e ao mesmo não ter, é ainda ter que ter um para cada.
É chuva que cai, e molha a vidraça.




É noite que vem e dia que não passa.
É saudades que dói, é sorriso sem graça.
É pesadelo real, é sonho que se despedaça.



É viver sorrindo, e um dia ter que sofrer pela desgraça.
É ainda ter esperança de um dia ser o caçador e não a caça...

domingo, 22 de novembro de 2009

acompanhada

acompanhada,

é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...



Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade,
aquela que nunca amou.



E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.



O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido..."



(Pablo Neruda)

sábado, 21 de novembro de 2009

O meu olhar é nitido como um girrassol
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando pra direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...




E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...



Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança, se ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...



Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...



Alberto Caeiro

sexta-feira, 20 de novembro de 2009




Menina mulher, já dizia o Poeta:


"todas as mulheres deviam ser meninas".

Mulher menina, mistura perfeita para ser desejada.




Mulher, postura firme, imponente, mas o melhor mesmo,
é quando nas horas certas, se deixa, se permite,
sentir a menina que tem dentro de você.




Mulher desejada, amada, se protege, difícil de entender,
mas sabe que deixa um doido, quando menina se permite ser.



Menina mulher, nas suas mãos, homens pensamos ser,
mas na verdade, garotos somos, frágeis, impulsivos ao poder,
que tanto nos faz enlouquecer.


Enlouquecer de amor, de fazer e jamais cansar de querer.




Depois de muitas travessuras, um merecido descanso
as voltas dos meu braços, menina volta a ser,
e me permite pensar que tive o poder de fazer
você se sentir mulher



desconhecido